UniEVANGÉLICA

 

SOBRE O FUTURO DA NOSSA INSTITUIÇÃO: PARA ONDE ESTAMOS CAMINHANDO

Geraldo EspíndolaDisse a um magistrado há poucos dias, em audiência, que não sou um homem rico, apenas me tornaram importante, lembrando Clarice Lispector que não somos o que realmente somos, mas o que os outros arquitetam que somos; por isso talvez somos heróis para uns e vilões para outros.

Vejam quem não sabe, fui criado inicialmente na Vila Jaiara e no bairro São Jorge, na época periferia de Anápolis. Fiz o primário (1º etapa do 1º Grau), e não passei no exame de admissão ao ginásio, fiquei um ano estudando o “livrão de admissão” e assim consegui passar em 20º lugar para cursar o ginásio (2º fase do 1º grau no Colégio Estadual José Ludovico de Almeida). Comecei a trabalhar aos 10 anos, poderia ter virado carroceiro, porque sempre foi difícil estudar, vários empecilhos se apresentavam e após um ano de cursinho, consegui passar em Medicina e Direito, tendo optado por Medicina e graduado na Universidade Federal de Goiás em 1981. Após criar e estudar meus filhos me formei também em Direito na UniEVANGÉLICA. A educação transformou a minha história e por isso, acredito no poder da mesma e no papel social de nossa Instituição.

Alçado à condição de presidente pela graça de Deus e pela benevolência de meus pares, desde o início tenho consciência do tamanho da responsabilidade de presidir uma Instituição confessional, e na área da educação, que tem um papel imensurável na construção social, conduzindo líderes e profissionais em todas as áreas e que tem entre seus egressos: governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores, desembargadores, juízes, promotores, escrivães, médicos, advogados, engenheiros, professores, enfermeiros, odontólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, tecnólogos e muitos outros profissionais.

A ASSOCIAÇÃO EDUCATIVA EVANGÉLICA tem hoje 15.576 alunos em todos seus cursos e mantidas e 1.834 empregados, com patrimônio tangível e intangível altamente relevante com duas unidades em Anápolis e Ceres, uma em Goianésia, Jaraguá, Rubiataba, em construção Senador Canedo e Aparecida de Goiânia, e projetos para Caldas Novas, Corumbá (Fazenda Betel) e Luziânia; um hospital em Goianésia e uma Fundação de apoio: A FUNEV.

Sei da grandiosidade desta instituição e, pela maturidade, tenho consciência de todas as minhas limitações. Mas Deus a supre visivelmente, pois tenho dois excepcionais vice-presidentes (Dr. Ernei de Oliveira Pina e Dr. Cicílio Alves de Moraes), dois tesoureiros guardiões das conformidades (Dr. Francisco Barbosa de Alencar e Dr. Augusto César Rocha Ventura) e dois extraordinários secretários (Coronel Ivan Gonçalves da Rocha e Prof. Marcos Antonio Argolo), pessoas preparadas e visceralmente comprometidas com essa obra, além da reserva moral de homens e mulheres que suprem minhas deficiências e me apoiam na ASSEMBLEIA GERAL DA AEE. Além disso, tenho tido uma resposta na maioria das vezes altamente positiva de nossos colaboradores, nas tarefas e liderança a eles atribuída, seja no Centro Universitário, seja em nossas outras Mantidas.

Processos de construção demandam paciência, tempo, intempéries, enfrentamento dos inimigos contra a forma de construir recursos. Quem não comete erros, jamais é capaz de tomar decisões. Porém, isso não significa que os empregados não tenham que arcar com as consequências de suas decisões (do líder). Por exemplo, pagar dia 30 ou no 5º dia útil. É impossível trabalhar numa instituição vencedora, que não saiba fazer distinção entre trabalho medíocre e excelente. A paciência e oportunidades têm limites.

Estou ciente que as aquisições antigas e recentes, o crescimento material das tradicionais Mantidas e mesmo o crescimento exponencial muito acima da média nacional, diminui o envolvimento dos empregados, que podem experimentar a sensação de alienação e despersonalização, com redução da criatividade, da inovação e do empreendedorismo de cada um.

Porém cabe a cada um desses colaboradores, sobretudo os líderes, motivarem para que todos possam ser atendidos em suas expectativas, e cada um busque ascendência meritória e não retórica, dentro da instituição. É evidente que o novo ciclo do modelo Ricardiano impõe as empresas pressões gerenciais que atingem todos os trabalhadores, por isso as mentes inteligentes enxergam que nas crises, precisam ser serenas, se empenharem nas suas tarefas e suplantar a turbulência. Nossa unidade principal de trabalho é a sala de aula, os laboratórios, os estágios. Além do compromisso social e a responsabilidade científica. É preciso ser honesto consigo mesmo e não se tornar chantageador ou marionete dos manipuladores. Cada um de nós necessita ter compromisso com os alunos, eles são os futuros líderes. O que estamos ensinando com nossos gestos?

A ASSOCIAÇÃO EDUCATIVA EVANGÉLICA tem um compromisso, um extremo compromisso com seus alunos e espera nos seus colaboradores, seu empenho para atendê-los, permitindo um apoio sólido, para a construção do conhecimento.

Sabemos onde queremos chegar. Temos (eu e meus pares) o compromisso de construirmos condições, para que esses processos possam ocorrer, e queremos consolidar, transformarmos na Universidade Evangélica de Goiás, com foco em pesquisas em Saúde, Engenharia, Ecologia, Direito e ensino em todos os níveis, ampliando as bases agora iniciadas também na internacionalização institucional. Já fomos aceitos como associados de um consórcio de prestigiadas universidades europeias (dentre elas Universidade do Porto e Lillé na França Universidade Roma).

Os desafios são enormes, a disposição maior ainda, porém entre a capacidade de sonhar e a transformação em realidade, necessitamos da maior diversão já inventada: o trabalho, a transpiração. E qualquer empregador por menor que seja, necessita que seus contratados “olvidem todos os seus esforços para o bom desempenho do trabalho durante seu expediente”.

Precisamos de todos os que querem sonhar e trabalhar conosco, pois não fazemos para nós mesmos, construímos as condições para outros continuarem no futuro.

O professor Manfred F. R. Kets de Vries, referência em desenvolvimento de liderança afirma que “a forma por detrás de projetar as organizações é que quando as pessoas possuem um senso de controle, elas se sentem melhor a respeito do que estão fazendo, elas se mostram mais criativas”.

As pessoas precisam ter a sensação de que aquelas unidades em que trabalham é uma parte especial da instituição, e que também as pertence, e se comprometerem mais.

Quero e preciso gerenciar tantos talentos que existem nessa instituição, verdadeiros líderes e ainda aqueles que buscam novos líderes, os “head hunters” indispensáveis para o nosso futuro. Não bastam atrativas recompensas materiais, há de haver algo mais, intangível, que nos motive! Uma causa!

Tenho uma visão bem clara das condições necessárias para preencher os requisitos legais e nos tornarmos uma Universidade: tocar nas nossas várias unidades, e nas salas de aula, primar pela qualidade do nosso serviço. Se cada um cumprir com excelência seu papel teremos na somatória, um resultado muito melhor.

Como líder de líderes, em muitos momentos me deparo com situações de efetiva imponência, e sofisticada estratégia, de intimidação e ameaça, de inimigos ocultos da instituição; porém, não esperam que tenhamos tantas informações, como temos, e na hora certa, desmancharei esses “nós gordio” nem que precise cortá-los.

A criatividade e a inovação sempre serão admiradas, e o trabalho será reconhecido. Estou pronto a ajudar os feridos na guerra do dia a dia, e acolher aqueles que estão emocionalmente abatidos; não tolerarei fingimentos.

Exercerei o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, como se fosse o primeiro. Farei meu sucessor, reconheço que o poder é um explosivo de fácil ignição que deve ser transferido com cuidado, porque trabalho com pessoas que têm a mesma direção: buscar o bem e o crescimento desta Instituição.

Aos que querem travar esta batalha diária conosco, contem com o nosso apoio incondicional. Aos que não querem, sejam sinceros para com todos, e primeiramente consigo mesmo!

Esta Instituição não está firmada em razões humanas, e por isso, podem ter certeza, não vai retroceder. Conto com todos aqueles dispostos a trabalhar por uma causa. Vamos em frente.

Geraldo Henrique Ferreira Espíndola
Presidente da Associação Educativa Evangélica




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